04/10/2010
O consumo de crack não é só um problema de saúde, como também de segurança pública. Um exemplo disso, é que, a droga é responsável por um terço dos homicídios registrados em Belo Horizonte. Os dados alarmantes são da pesquisa do Centro de Pesquisas em Segurança Pública (Cepesp) da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) divulgada neste ano. O estudo aponta que a disseminação da droga, em Minas, levou a um expressivo aumento no número de homicídios, principalmente entre 1997 e 2000 e as vítimas são jovens entre 15 e 24 anos. Mas apesar dos impactos que o crack na saúde e cotidiano das pessoas, até o momento o Brasil não possui dados precisos sobre o perfil do usuário da droga. As informações são do Ministério da Saúde. Para tentar reverter isso o ministério informou hoje (4) que pretende divulgar até o início do ano que vem os resultados de um estudo que está desenvolvendo nas cidades do Rio de Janeiro, de Macaé (RJ) e de Salvador (BA). O objetivo é direcionar de forma mais eficiente as ações do Plano de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, que está recebendo R$ 140,9 milhões, em verbas federais. Para mapear a situação, o levantamento está dividido em seis partes que incluem a coleta de dados sobre moradia, idade e sexo de pessoas que usam crack; além de comportamentos de risco para doenças sexualmente transmissíveis, como hepatite e aids, já que muitos dependentes se prostituem em troca de dinheiro para comprar a droga. Outro aspecto que o estudo vai traçar é o diagnóstico do tipo de serviço público mais procurado por quem deseja abandonar o vício.
Fonte:Agência Brasil
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