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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Monitoramento de insetos ajuda na recuperação de áreas degradadas


 
30/09/2010

Em que as formigas, gafanhotos e besouros podem ajudar na recuperação de áreas degradadas? Para os  pesquisas na área de entomofauna os insetos, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT) e integrantes da Rede CTPetro Amazônia, estes insetos têm muito a contribuir, pois fornecem informações importantes em relação ao ambiente impactado.

O estudo que tem como título Entomofauna de Jazidas e Viveiros de Urucu (AM), iniciou em 2004 e procura reunir informações sobre a composição da entomofauna em plantios de idades diferentes, determinar a riqueza e abundância dos grupos de insetos selecionados, e verificar o comportamento alimentar mediante a utilização de iscas na recuperação de áreas degradadas da Base Operacional Geólogo Pedro de Moura (BOGPM). Segundo os pesquisadores o monitoramento requer repetição. Primeiro é realizado um diagnóstico do que existia e, a partir destas informações  e feito uma seleção de  grupos que oferece  um melhor caminho para o monitoramento das Jazidas.

Já a escolha das jazidas e feita de acordo com a idade delas. Foi estudadas jazidas de zero a cinco anos de idade, e com os plantios iniciando; depois de cinco a 10 anos, ainda de 10 a 15 anos e acima de 15 anos.

Durante o monitoramento, os pesquisadores  perceberam uma possível nova espécie de gafanhoto, o Schistocerca, embora ele pertença a um grupo de praga muito vasto.

Em relação ao besouro, a equipe observou em Urucu uma espécie denominada Epicauta, um meloídeo que produz uma substância química chamada cantaridina, muito procurada pelos pesquisadores da área de biotecnologia, pois, segundo informações, esta substância pode ser usada no tratamento de células cancerígenas.

O trabalho e realizado em parceria com 10 jovens cientistas – nove rapazes e uma bolsista de apoio técnico – foi desenvolvido por dois anos (2006 a 2008) e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), com o objetivo de reproduzir e estudar o ciclo de vida tanto do besouro quanto do gafanhoto.

Na primeira etapa da pesquisa, que participaram nove estudantes da rede pública de ensino do bairro Coroado, custeados pela Fapeam, foram realizadas duas exposições dentro de suas escolas sobre o trabalho, veiculando informação científica dentro do meio escolar, desmistificando a ciência. E, na segunda etapa iniciada em 2009, quatro estudantes ingressaram na pesquisa.

Divulgação: Divulgação/CTPetro-Amazônia - Instalação de isca na área de pesquisa de Urucu.
Pesquisadores: Maria de Fátima Vieira, Leonor Cristina Silva Souza
Fonte: Ministério da Ciência e Tecnologia

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